"Digno é Deus, o criador, de toda honra e toda glória para todo o sempre".

Pesquisar pedacinhos

17 de jun de 2008

Hope





Tenho me olhado no espelho, constantemente, buscando algo dentro de mim. Mas minhas buscas foram em vão. Talvez tenho achado em você algo que desejo,talvez tenho encontrado o que me faz repousar por um momento, talvez sua face me deixe em transe, talvez pensar em você me tire desse mundo por alguns segundos, Talvez...
Há muito tempo não recebo uma visita no meu túmulo, estou completamente sozinho perdido em mim mesmo. Suprimido por todos os lados, sempre olhando para o mesmo hemisfério da vida, as mesmas rosas deixadas no meu túmulo, elas não me alegram mais. Já passou o tempo em que eu tinha forças para levantar e dizer: "só mais uma vez, você consegue” Hoje me sinto fraco.
Cansei de toda vez que tento me recompor, acabo me dissolvendo em sentimentos não conhecidos, obscuros demais para uma frágil esfera-negra como esta. A madrugada é muito fria e tão longa quanto à estrada que me conduz a isso tudo.
Quando sua sombra vai embora, minha face se torna como uma nuvem negra sem brilho sem vida. Sei que sua sombra voltará assim que surgir um feixe de luz entre essas árvores que cercam minha sepultura. Então meu rosto refletirá tudo o que sinto. E quando bate a insegurança de te ver escorrer pelas minhas mãos como essas lágrimas que escorrem do meu rosto? Nesse momento me volto para o espelho e olho, hipnotizado. Vejo sua face ela me convida a ir junto a ti, mas quando tento tocar-te, vejo pequenos pedaços caindo, quebram-se. Pedaços de mim.
Agora tendo que esperar que você volte para eu tentar me recompor, mas você sabe que sozinho não posso. Não é fácil colocar tudo de volta no lugar.são pequenos demais, diferentemente do que sinto agora.Não cabe na minha esfera negra..é muito forte e doce.
Um espinho envenenado cravado em meu ego. Você diz que sou capaz de movê-lo, mas será?Eu sempre duvidei que eu fosse capaz. Toda vez que tentava pensar diferente olhava ao meu redor e via que me encontrava no mesmo cemitério de sempre. Isso me dava medo, pois eu via que a capacidade que tanto dizem não existia. Isso me dava medo e então minhas forças restantes foram sugadas pelo medo.
Quando menos esperei, fui surpreendido com uma luz... Era outono eu, sentado sobre meu túmulo, como sempre; vi um ser entrar pela porta do cemitério com grandes asas brancas que emitiam luz, quase fui cego com tanta luz, mas eu precisava ver a qualquer custo.Esse ser veio caminhando em direção a mim. Ele já me conhecia por dentro. Tinha um rosto tão doce e confortante... Sentou-se ao meu lado e sorriu. Foi o suficiente para me dar forças que eu precisava para continuar. Da sua boca saiam palavras que flutuavam suavemente até chegarem aos meus sentidos. Com tudo o que ele me disse levantei-me tomei fôlego e tentando elevar meu espírito ,mas ainda não é fácil assim.
Convença-me de que eu sempre estive doente e que tudo isso fará sentido quando eu melhorar.

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