Minha alma está rasgada e entregue à Dor que, melancólica, de olhos negros e vazios como a noite sem você, acaricia meus cabelos úmidos. Por que a Dor tem que me fazer companheira quando tu não estás aqui? Porque ela insiste em sentar à beira da cama e sussurrar devaneios e poemas mortos em meus ouvidos já cansados de ouvir essa enfadonha marcha fúnebre que me atormenta? Estarei morto. Morto aos pés da Dor, minha companheira, outrora inimiga, mas que me afaga os cabelos agora.
"Digno é Deus, o criador, de toda honra e toda glória para todo o sempre".
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16 de set. de 2014
22 de jul. de 2013
Ilusórias Paixões
Era incompreensível seu dialeto.
Eram palavras frias....eram apenas murmúrios.
Sua expressão era orgulho.
Em seu corpo desnudo.
Lavada de lágrimas e sobretudo.
Tatuada o submundo que me encontro sem você.
E era ele um humano.
Em seu olhar profano,
Seu gesticular mundano...
E era um dialeto..
Não, não era.
Não eram palavras e nem dialetos.
Não eram murmúrios. Não. Não era nada...
Nada além do eco dos orgasmos dos demônios
Que habitavam aquele adorável corpo entregue
Àquele momento enquanto fazíamos amor.
PS:Passei muito tempo sem postar nada. Espero que tenham gostado.Às vezes o sentimento se refugia em lembranças e pensamentos e nem sempre pode ser externado com palavras, apenas lágrimas.
19 de abr. de 2013
Um suspiro no escuro
Um suspiro no escuro
Onde está o seu amor agora ?
Perdido dentro de mim.
Tenho olhos adaptáveis à escuridão.
Às trevas que é viver sem você.
Oh! Como eu quero uma verdade,
Ou uma mentira que seja.
Brilhando no escuro.
Salve-me
Clamo por ti hoje..só hoje.
O amanha já não existe.
Foi afastado pelos demônios do verdadeiro amor..
Sim. Mais uma vez ele partiu e levou consigo o amanhã.
O amanhã...
Meu verdadeiro amor.
4 de dez. de 2012
Beijo
Eu quero é um abraço gostoso,
Seguido de um longo beijo,
Beijo despretensioso,
Inocente e dengoso,
Daqueles de fazer tirar o fôlego
E de calar o choro.
Beijo quente, fervente ardente...
Beijo
Beijo
Beijo à moda amor,
De cada cor
De cada flor
Beijo que cessa a dor,
Eu quero um beijo que resista a
cada estação
Que ressuscite do chão,
Meu velho coração
Que espera em dor,
Sem cor,
Por
sé-cu-los
Um beijo do próprio Amor.
14 de abr. de 2012
Lacrĭma
Olhos meus.
Testemunha do amor verdadeiro
Do sorriso do único anjo na Terra.
Olhos meus,
De tu fluem lágrimas amargas feito fel.
Que desaguam no oceano de meus lábios,
Os mesmos que profetizaram a morte e ressurreição do
verdadeiro amor.
Amor esse que vive em mim em espírito
Mas que seu corpo vaga pela Terra.
Seus lábios, sim
Seus lábios me negam, mas seu espírito vivente,
Dentro de mim chama por meu nome.
Olhos meus,
Tuas fontes de lágrimas secaram,
Mas apenas até a ressurreição do Verdadeiro Amor.
Somente até a próxima estação.
28 de mar. de 2012
O último amor do mundo
E se achegou a
mim o anjo perdido,
Buscando a inocência somada à dor,
O retorno de sua presença a Terra me fez escravo
Anjo corrupto que se apossou de mim.
Mil demônios em seu silêncio,
Tocam profundamente as feridas de outras eras.
Menosprezando
o
“Eu verdadeiro”
Destruindo o
fruto perfeito- AMOR
Olhando
fixamente meu corpo já inerte, está ele.
O Diabo dos meus sonhos,
Aspergindo lágrimas de solidão sobre minha alma,
Eterna covardia.
Anunciando a morte do “último amor do mundo”
“E de mim, se
aproxima tu,
Demônio de olhos tristes,
De lágrimas sujas, de essência ferida...
Um coração tão partido
Que nem sinto pulsar...
Que sangue escorre sem vida a derramar,
Qual eu existe em você?
Em qual inferno ousou aterrissar?
Na tua própria alma gelada,
Ou no arder dos teus pecados insanos?
E anuncia o anjo,
A chegada do inverno,
Do vazio
Que é eterno...
Do amor que jaz sob esse mar congelado,
O último amor de um mundo todo alienado
Que vivo permanece nessa essência covarde,
E nunca existiu para dignificar sua morte...
*Poema em parceria com a Katrine do blog Poesia sem versos
12 de fev. de 2012
Mito.otiM
O cupido deixou de ser mito
Quando trouxe uma paixão,
Apenas uma paixão
O cupido já não é tão irreal.
Não é um anjo.
Veio para confundir o amor com paixão.
Posso rir sentado sobre seus ossos agora,
Sobre seu túmulo sem epitáfio...
Restaram apenas ossos e flechas,
As mesmas que usei para me masturbar quando ainda era
Apenas mais um humano.
1 de fev. de 2012
Sobrevivente
Sobrevivente
Mundo
Não cabe
Em mim.
Conceitos
Ultrapassados
Quebre
Conceitos
Vidro
Cristalino
Corte-me
Ritual...
Estou sentado sobre meus conceitos,
Sendo forçado a quebrá-los,
R-O-M-A-N-T-I-S-M-O
Mas sou apenas um homem híbrido,
Forçado a reinventar meu próprio romantismo,
Romantismo nato em mim.
Ensina-me a língua humana,
Língua minha, língua estranha.
Sou apenas um homem híbrido,
Forçado a reinventar meu próprio romantismo,
Romantismo nato em mim.
“E virão tempos em que teu romantismo se desprenderá de teu
coração e vagará pela terra em busca de outro eu.”
Assim disse a falha bola de cristal humana,
Profana,
mundana,
insana.
Mas continuo sendo apenas um homem híbrido,
Forçado a reinventar meu próprio romantismo,
Romantismo nato em mim.
27 de jan. de 2012
Mil Castelos
Construí mil castelos de areia, e dez mil príncipes de vento.
Os castelos desmoronaram sobre mim, mas o maldito vento ainda sopra minha alma,
inquieta alma.
Construí mil castelos de areia e dez mil guardas de papel, que
transformaram-se em cartas de amor com palavras ditas:
não te amo mais
Construí mil castelos de areia e muitos súditos feitos de lágrimas.
Os súditos se revoltaram contra o rei e as lágrimas voltaram a sua origem :
olhos meu.
*Republicação
24 de jan. de 2012
Pedaços de Mim
Pedaços de mim
Quem um dia foram compostos por teu sorriso
Pedaços de mim
Que já viveram a morte e a vida
Pedaços de mim
Gritam pelo inteiro que já se foi
Pedaços de mim
Clamam pelo teu corpo que os tocaram
Pedaços de mim
Somam as chagas que sofri
Pedaços de mim
Subtraem o amor que vivi
Pedaços de mim
Exalam perfume da luxúria que não tive
Pedaços de mim
Imploram pela ressurreição
Pedaços de mim
Observam você ressurgir de um sorriso
Pedaços de mim
Lentamente se recompõem ao que um dia você se apaixonou perdidamente:
Pedaços de mim.
*Republicação
18 de dez. de 2011
Destruindo troféus.
Estou destruindo troféus.
Minhas mãos que se atrofiam a cada
crime são minha própria justiça.
Estou destruindo
troféus
Os mais cobiçados.
Eu os dizimei.
Mas há um que eu ainda não ganhei.
Motivo
de minha persistência.
Existência.
Vencer,
Morrer.
Amor
Roubando sonhos das nações
Estou roubando sonhos das nações.
Esperando pelo vermelho sob o azul que não
tenho.
Abandonando momentaneamente a cor luz que se apagou dos meus olhos.
Estou roubando sonhos das nações.
Eu tenho o poder parcial em minhas mãos.
Posso satisfazer meus instintos se você resolver
viver,
mas se estiver morto fora de meus braços, posso velar seu corpo sob o
meu.
Faça-me
então.
27 de nov. de 2011
A busca
E era a Besta, sem sinais.
Estava perambulando pela própria
mente.
Pela carne podre sentia
desprezo.
Ela amava pedaços perdidos, ela
os devorava.
E era a Besta sem sinais, e ao
seu encontro a luxúria.
Rica, exuberante em si mesma.
Ainda há quem embriagasse com
seu perfume.
~~~~~~~~~§~~~~~~~~~~
E era o amor, preso no coração
dos inocentes.
A Besta buscava por ele e a luxúria o tinha
perdido.
Então, passou a vagar pela Terra na esperança
de
encontrá-lo em outro coração tolo.
Meu próprio coração.
7 de nov. de 2011
Origem, repúdio
Fui atraído hipnoticamente pela
larva da terra,
Origem minha
mãe terra.
Uma parte oculta de mim se
achegou ao Rei Ardente.
Meu corpo que em chamas
suplicava pelo amor, encontrou se no enganoso e perturbador hospício.
Peregrinemos então ao santuário
para o batizado cotidiano,
pois não posso ouvir o canto dos anjos que outrora
eram meus amantes.
Exultemos então,
e roguemos
pela salvação.
19 de out. de 2011
In memoriam
Piano e notas musicais quebram o silêncio que você deixou.
Uma
pausa e um soluço profundo.
In memoriam do amor eu canto.
Morrerás nesta
noite em que velo por ti, não renascerás de lágrimas, nem das lembranças, pois
hoje se fez meu último ritual.
Eu ouvi, como no inverno em que nos conhecemos, a chuva
gritando nosso nome,
fertilizando meu coração estéril e o vento sussurrar uma
prece o nosso favor:
omnia vincit amor.
Fez se o amor, mas tu o mataste dentro de ti e deixaste vivo
dentro de mim.
Como há ressurreição da tua parte se estou a velar o teu amor
agora.
Ao som do meu velho e companheiro piano,In memoriam do amor eu canto:
Morrerás nesta
noite em que velo por ti, não renascerás de lágrimas, nem das lembranças, pois
hoje se fez meu último ritual.
Não há nada além de lembranças.
Te vejo ao por do sol da minha janela.
Não resta mais nada além da minha canção, minha prece diária
Morrerás nesta
noite em que velo por ti, não renascerás de lágrimas, nem das lembranças, pois
hoje se fez meu último ritual.
18 de set. de 2011
3 de set. de 2011
Rainha da Noite
Ruborizou-se a face dos céus,
Rasgaram suas vestes em prantos, os boêmios,
Pois morreu a meretriz,
Rainha da Noite.
Rasgam sua pele e a estendam sobre os corpos frios dos solitários.
Com seu sangue, saciai a sede dos chamados amantes da noite.
Crememos seu corpo e pulverizamos sobre o corpo nu das metrópoles.
Seu pecado se dissipará sobre todos.
Das cinzas do seu coração faremos sinais nos sexos dos boêmios.
E estes estarão presentes no dia do despertar da meretriz.
12 de jul. de 2011
Renascido
Estou nascendo novamente,
Renascendo do vômito dos natimortos.
A cada crepúsculo, renascendo,
E morrendo a cada alvorada.
Reinarei sobre a Nova Nação.
Os chamados Nova espécie humana.
Sob meu pés vejo minha nação se erguendo,
Filhos meus, híbridos,
O cheiro de seus sexos me embriaga, me enaltece.
Peregrinem ao meu submundo, antes do meu próximo renascimento.
Marchem em direção ao meu trono, para que eu beije suas bocas em sinal de batismo.
26 de jun. de 2011
A vinda
A sua santidade está chegando no vilarejo ao norte.
Logo estará em nosso povoado.
Bebam de mim,
Purifiquem-se com meu pecado até a sua vinda.
Abriguem-se sob a sombra dos próprios corpos,
Desnudam-se das máscaras que outrora eram aceitáveis.
Refugiem-se no submundo de meus sentimentos e verão do que os vermes são capazes.
Compaixão?
Meu veneno os alegra e os embriagam nos dias de festa.
Levantem suas taças e brindemos a morte do amor.
23 de jun. de 2011
Selo Prêmio Sunshine Award - 2011
Costumo dizer que depois dos comentários a melhor forma de reconhecimento do seu trabalho como blogueiro é ser indicado a selos. Recebi um Selo Prêmio muito lindo, o “Sunshine Award”, do blog Poesia sem Versos, o blog da minha querida Katrine.
O Blog Poesia sem Versos é um blog que me identifico muito,vale a pena estar acompanhando seus posts, que vem sempre acompanhados de uma música de excelente bom gosto.
Agradeço a Katrine pela presença no Pedaços de Mim e pelo reconhecimento do meu trabalho. Agradeço também a todos o leitores pelo incentivo, seja por meio de comentários ou apenas por prestigiar meu trabalho.
Não consigo me conter, então vou dizer logo que em breve teremos um post em parceria com o Poesia sem Versos. Aguardem!
Dando continuidade, segue as regras:
1ª - Agradecer a quem lhe enviou
2ª - Escrever um post sobre ele
3ª - Mencionar no post os blogs selecionados
4ª - Avisá-los sobre o recebimento do mesmo
PS= Como fiquei um tempo afastado e perdi contato com alguns blogs que julgo merecedores, vou deixar as indicações pendentes e assim que tiver decidido eu divulgo em nota.
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